Não é raro ouvirmos reclamações de músicos sobre a falta de oportunidades no Brasil. As queixas possuem um padrão: Mercado saturado por um estilo, concorrência grande na internet, falta de capital pra investir, falta de shows. Esse é apenas o lado negativo da moeda, mas, também existe o positivo.
Uma fonte de receita está à disposição do músico independente e ele sequer sabe disso. Uma oportunidade de monetização com demanda crescente no Brasil, que requer apenas a obra gravada desse artista. Estou falando do mercado de Licenciamento Musical.
Se você possui alguma música autoral gravada, com toda a certeza pode estar deixando dinheiro na mesa sem saber disso. Venha comigo entender.
Como assim?
Esse é o mercado que paga pelo uso de músicas em projetos audiovisuais. Filmes, Programas de TV, Games, Publicidade, Displays de Aviões, Elevadores, enfim, todo projeto composto por imagens + música. Um comercial de TV que deseja usar uma música, paga um determinado valor ao “dono” da canção para usá-la nesse projeto. Ele adquire a chamada Licença de Sincronização do compositor que por sua vez, recebe o pagamento.
O que você talvez não saiba é que:
– O setor audiovisual cresceu mais do que TODA a economia brasileira entre 2013 e 2016 (em plane crise);
– A produção desses projetos aumentou absurdamente nos últimos anos (e tende a aumentar nos próximos);
– A procura por músicas autorais é muito grande e faltam artistas no Brasil para atender o mercado;
– O músico independente tem preferência nesse mercado;
Mercado em Crescimento

Se você hoje reclama (e com razão) da economia, talvez não saiba que o setor audiovisual está crescendo 9% ao ano. Estou falando de CRESCIMENTO em meio à crise. Mais e mais produções estão sendo feitas, são inúmeros novos projetos lançados por mês em diversos canais (que vão desde os tradicionais até a internet). Para cada projeto, a procura por música autoral é recorrente.

Oportunidades para o Músico Independente
O que não está no “radar” de muitos artistas é como o mercado de Licenciamento Musical está privilegiando artistas independentes. Você deve estar se perguntando: “O que uma marca ganharia escolhendo uma banda independente desconhecida para estrelar sua campanha, ao invés de um nome conhecido?”
Vamos entender:
Imagine um programa de televisão que precisa de uma música para compor a trilha de um anúncio. A canção escolhida só poderá ser licenciada com a autorização de todos os que possuem os direitos dessa obra. Uma música lançada através de uma gravadora, por exemplo, possui inúmeros “donos”. O autor, a gravadora, a editora, todos eles precisam autorizar o uso do chamado fonograma para que o licenciamento aconteça.
O problema é que na maioria das vezes, a demora para viabilizar isso, as idas e vindas burocráticas de negociação inviabilizam o processo. Normalmente o projeto tem data pra ir ao ar e precisa de resposta rápida. É aí que o músico independente tem ganhado espaço.
O compositor independente normalmente responde 100% pela sua obra. Não depende de terceiros e também barganha menos o preço. Ou seja, consegue atender com mais velocidade esse mercado. Isso tem atraído o foco de grandes marcas e por isso, não é raro você encontrar bandas totalmente desconhecidas, exibindo sua música em grandes produções.
Esse foi o caso do Jean Donato, meu aluno no curso Sync Music que licenciou sua música para uma grande marca, a Rio Galeão, um dos maiores aeroportos do Brasil.
Também foi o da dupla brasileira Bicicletas de Atalaia que tem ocupado frequentemente a trilha de muitas produções. Essa, abaixo, foi para o canal CNN:
Em época de MasterChef Brasil vale relembrar uma publicação de 2013 feita pela CNN!
CNNGo: Explorando a feira e um belo…
Publicado por Bicicletas de Atalaia em Sexta, 15 de abril de 2016
Marcas de olho em Branded Content
No novo mercado da música, engajamento é palavra-chave e os músicos que fazem esse trabalho bem, estão sendo procurados.
Se um determinado artista conhece o seu público, estabelece com ele uma relação de transparência e confiança e nesse contexto se observa a linguagem de um produto, naturalmente ele consegue atender grandes projetos.
Chamamos isso de Branded Content, ou seja, conteúdo de entretenimento com foco na promoção de um produto. Não é um comercial tradicional mas, uma ação onde o objetivo é envolver a audiência tendo como pano de fundo, a divulgação de uma marca, produto ou serviço.
O cantor Jonas Esticado foi parte de uma ação da cerveja Corona. Aliás, ele compôs uma música especial para falar do produto. Conhece o Jonas? A maioria não, mas, ele possui milhares de fãs espalhados pela internet.
Valores
Não existe uma tabela fixa, mas, certamente os valores pagos pelo licenciamento musical são maiores do que é comum ver por aí. Enquanto no Spotify, você precisaria de centenas de “streams” para receber 1 dólar, uma única licença de uso da sua música pode te render R$ 500 imediatamente. Se o projeto é um filme, os valores podem chegar a R$ 12.000 (ou mais). Sem contar a receita oriunda dos direitos autorais de execução pública.
Mais formas de licenciamento musical
Além dos formatos que mencionei, existe um tipo de licenciamento pouco conhecido, o micro licenciamento no You Tube e aqui está uma fonte de renda em escala que já começa a remunerar bem no presente e promete muito pra um futuro bem próximo. Está acessível para qualquer músico independente, mas, poucos sabem do seu poder de fogo.
Se você quiser mergulhar no mercado do licenciamento musical e gerar receita com suas músicas, inscreva-se no meu treinamento Sync Music. Abrimos algumas vagas por mais alguns dias.

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